Deborah HyvääFairy - 20 - SP

Designer, porém adoraria trabalhar somente com ilustrações. Wiccan há quase 3 anos. Ama natureza, magia, fantasia e tudo que a fizer sonhar.

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Layout e ilustração feitas por mim.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 / ;; A cry for help.

(Imagem retirada do We Heart It.)

Eu nunca quis uma família daquelas de comercial de margarina. Porém eu vivo no meio de um desequilíbrio total.
Para uma pessoa ser triste, não precisa não ter o que comer, o que vestir e onde morar. Eu agradeço a vida pela sorte de ter tudo isso. De poder ter ido á escola, e principalmente ter em mãos todos os dias a ferramenta que me tras o conhecimento que necessitar: internet.
Mas a vida não é só aparências. Um retrato com pessoas sorrindo não significa que tudo ali é o que parece.
Eu, a última a nascer, porém com idade suficiente tanto para assumir as resposabilidades do que faço, quanto com a liberdade para fazer o que a idade me permite, não posso ser a razão de todo erro.
Ja tive vontade de deixar essa Terra, pensando que tudo a minha volta seria melhor sem mim, que os problemas dos outros não existiriam mais. Apesar de ter essa vontade frequentemente (e não tenho vergonha de assumir), e apesar também de sentir que não estou agradando, eu ainda estou aqui.
O que você faria se olhasse para o passado e só conseguisse ver uma criança triste? Olhar fotos, lembrar de fatos e tudo ser ruim.
É claro, como foi dito, não me faltou nada. Nada além de uma vida. Minha vida esteve presa em uma garrafa todo esse tempo, e aos poucos fui conseguindo fazer um furo nela pra deixar ela sair.
A ditadura de um lar pode fazer mais do que você imagina. Os inexperientes seguem sem questionar, e se tiverem sorte começam a pensar por si próprio. Os sem opinião falam mal pelas costas, porém pela frente fazem de tudo para obter aprovação e agradar. Os conservadores evitam conflitos, sem deixar de lado também reclamações silenciosas. E assim caminham os sorrisos falsos.
Eu juro que perdoei. Que tentei levar numa boa. Que fiz o que achei que seria amável e que ia receber em troca. É ai que não te respeitam mais. Que dizem coisas que cortam o seu coração, e que se juntam ao seu arquivo pessoal de sofrimento. O meu esforço e o que tentei foi em vão. O ciclo se repete mais uma vez. É algo que não tem mais jeito.
Sei que se eu continuar firme logo estarei longe. Sozinha ou com alguém, não me importa. E quando eu formar minha prórpria família saberei como ela não deve ser.
Acredito que as pessoas trazem para si mesmas coisas que resultam de suas ações. Se você tem diabetes, talvez seja porque exagerou no doce. Se você plantou uma semente, muitas outras frutas virão para você. Se você tem o coração fraco, talvez seja porque trouxe para si mesmo motivos para enfraquece-lo. Não importa se eu estava dando o máximo de mim para ser boa, se você não der valor e me desrespeitar você vai receber em troca a atitude que merece.
Cada um tem um pensamento, opinião e gostos diferentes. O que parece inaceitável para você, pode ser a escolha do outro. Sair do próprio mundinho, onde as pessoas são feitas de massinha é uma atitude de ser humano. Continuar com isso é uma infantilidade inaceitável para pessoas que se consideram adultas e responsáveis.
Fechar os olhos ou me chamar de dramatica é fácil. Pensar a respeito de uma vida de verdade, é que é algo de valor e admirável.
Sinceramente, eu desisti.


Pra descontrair, olhem que lindo que a minha amiga Jéssica fez pra mim. ♥


No blog dela tem tutorial de como fazer, passem la. :)




Mára undómë!

☾ → Posted by Deborah HyvääFairy.

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